quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Lua Cheia
terça-feira, 23 de setembro de 2008
[en]Tardecer
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Patético Divino
Entenda, nunca encontrei em mim nenhum lugar onde pudesse dizer coisa alguma.E o que é dito, na verdade não foi; será. Abraço farrapos dos versos de James Morrison e no meio da fome preciso de alguém pra dividir o lençol amarrotado. Que me perdoe o olhar,mas minhas mãos necessitam daquele entrelaçar como se nada mais fosse sustentável por si só.Talvez o beijo aclame pelo imperativo. Cada fio de cabelo precisa ser novamente cortado pelo ar da madrugada. A pele exala o cheiro das intermináveis noites sem amor quando as horas passam e tudo, tudo menos as extremidades das palavras distantes ainda ecoam ao pé do ouvido. Os excessivos e obscenos medos acabaram por me abandonar e, nesta noite tardia,preciso deles. Tanta, quanta vontade proibida de, mesmo de longe, tocar um no outro. Abro a persiana deixando o sol entrar por cada partícula de meus olhos, quem sabe as lembranças vindas como um cisco não são pegadas e jogadas para longe. O que escrevi no chão, erguendo aos céus tal qual uma prece não pode ser posto de lado; o meu eu que não conheci está lá. E preciso de você, dessa parte que não encontrei. Preciso porque sei que também precisas dela, que está em alguma página daquele livro perdido pela sala.
sábado, 6 de setembro de 2008
Dentre os poemas, este
cheio e vazio
do que chamo de saudade
sem mesmo ser sentida.
Dentre as carícias, ela
embrulhada com papel de presente
salgada e amarga
extraindo do ar o suor.
E dentro de mim,
o último grão do perdão
por um sinal de adeus
que, nem quer ser dado.
