Meus pés ligeiramente se afrouxam e um suor frio, e refrescante... mas que é adverso á tudo isso exala por cada parte de meu corpo: é sempre assim quando mantenho um-certo-nome entre os dedos. E esse calor resseca a ponta da língua por pensar num futuro só porque você está lá -estará? estaria?-. Te mantenho assim, deitado com minhas pernas junto das suas só pra não te ouvir dizer despedidas em pensamento. Ver o mar e esperar a água tocar os pés como se fosse verdade. Encostar em teu queixo, e meus dedos escolherem o caminho de casa. Iria se surpreender na História, onde algumas mulheres ainda queimam nas fogueiras; carrego na alma a nudez de não ter ousadia. Congelo as horas como quem atravessa o vento. Reponho no não-tempo o suspiro da palavra gozo. Descrevo tudo que foi dito, e não queria. Pontuo teu sorriso com lápis vermelho-manga. Te toco com descaso e me olhas em ar-puro. Mentiras honestas pra andar na linha, e a solidão não volta aqui. Quando acho que não verei mais teu rosto, deixo tudo parecer mais difícil. Parece que aconteceu de novo.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Um bilhete adeus
Queria poder sentir novamente
meus pés suarem
dançando, a tua música
ao pé do ouvido.
Ficar triste, e sorrir
com um abraço colado
ou um beijo
calado.
Olhar tua mão, devagar
me levar a ouvir o mar
até a areia escorrer
e ouvir teu silenciar.
Pelo menos, assim
não tinha porque
chorar...
ou [des]esperar.
meus pés suarem
dançando, a tua música
ao pé do ouvido.
Ficar triste, e sorrir
com um abraço colado
ou um beijo
calado.
Olhar tua mão, devagar
me levar a ouvir o mar
até a areia escorrer
e ouvir teu silenciar.
Pelo menos, assim
não tinha porque
chorar...
ou [des]esperar.
domingo, 9 de novembro de 2008
O que não quis dizer
Ao teu lado
sinto os pedaços
que ainda me restaram.
Repouso os sentimentos
e eles gritam...
mas só você os ouve.
Agarro teu braço
vem a certeza, de que
ali está minha proteção.
E me desfaço
entre versos e melodias
lembrando... dos pedaços, gritos e teu abraço.
sinto os pedaços
que ainda me restaram.
Repouso os sentimentos
e eles gritam...
mas só você os ouve.
Agarro teu braço
vem a certeza, de que
ali está minha proteção.
E me desfaço
entre versos e melodias
lembrando... dos pedaços, gritos e teu abraço.
sábado, 8 de novembro de 2008
Ele
Quando te vi lá fora
todo contente, seu olhar contra o vento
te observava atentamente...
quem sabe ler teus lábios
descobrir o segredo do teu conhecer
e beijar essa tua boca...
(quanta vontade)
-inspirado nela, [des]conhecedora de tanta sílaba universal-
(http://jamilemarcellino.blogspot.com/)
todo contente, seu olhar contra o vento
te observava atentamente...
quem sabe ler teus lábios
descobrir o segredo do teu conhecer
e beijar essa tua boca...
(quanta vontade)
-inspirado nela, [des]conhecedora de tanta sílaba universal-
(http://jamilemarcellino.blogspot.com/)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Carta
São nessas malditas e amargas noites sem você
nessas manhãs escurecidas, nesse rastro costurado
que abraço o travesseiro como se pudesse fazer
os dias voltarem... ou passarem.
Você vem, se esquecendo de ir
me fazendo entre linhas e borrões...
ditando verbos que nunca poderão querer
ser encaminhados a ti.
É ai que me sinto tua, e o mundo inteiro
parece estar dentro de mim; és o dono do mundo!
nessas manhãs escurecidas, nesse rastro costurado
que abraço o travesseiro como se pudesse fazer
os dias voltarem... ou passarem.
Você vem, se esquecendo de ir
me fazendo entre linhas e borrões...
ditando verbos que nunca poderão querer
ser encaminhados a ti.
É ai que me sinto tua, e o mundo inteiro
parece estar dentro de mim; és o dono do mundo!
domingo, 2 de novembro de 2008
Meu diário,
Uma vida pelo teu abraço: nada mais do que justo. É que tua ida não deixou saudade, só o gosto de um recomeço. Não digo mais teu nome por saber que ainda não soletro sem a lembrança de dedos entrelaçados e pernas juntas. Gosto mesmo é do tempo... um bom tempo, aí percebo o quão frágil são todos o sentimentos comparados ao que é teu. Não é a certeza de um quase-amor que me rasga a pele. É o teu, meu amor! Ele que me faz te sentir aqui, nas mais solitárias e felizes noites que passo frente a um livro. Agora, não me queres nem ti quero. Como poderia dois amantes se amarem sem que um ao menos chore baixinho, no canto do quarto, que precisa do outro? Não quero ter, mais uma vez, uma verdade isolada. Só você ou só eu não basta... tem que ser nós, como sempre sonhávamos em ser. Outros abraços, melodias ou poesias são, sempre, incapazes de me fazer trair-te com um novo amor. Não quero. Paixões são sempre bem-vindas por saber[mos] que o único amor que alguém conseguiu arrancar desse meu coração bandido é, foi e sempre estará contigo numa daquelas noites onde olhava as estrelas e fazia promessas de um futuro melhor.
E se alguém vier perguntar, mais uma vez, como escrevo a alguém que nem sabe que isto existe, pergunto de volta: você sabe se ele não faz o mesmo?
E se alguém vier perguntar, mais uma vez, como escrevo a alguém que nem sabe que isto existe, pergunto de volta: você sabe se ele não faz o mesmo?
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