domingo, 31 de agosto de 2008

Poucas palavras, bastam!

Respirando música e sorrindo elogios, veio e fez minhas pernas cambalearem. Com um beijo doce, amargo, e de tantos outros sabores... limitou meus passos e me encaixou em pensamento. Não me reconheci em teus braços: fui presa e caça de mim na noite que não queria descansar. Alcançei os medos e me refiz num aconchego. "...And the time on the clock when we realized it was so late...". Tuas palavras ainda são sussurradas ao pé do meu ouvido. Mãos que apalpam, que querem, que acariciam. Um momento que poderia se anular do mundo. E a paz que não sentia a tempos se vez presente ali, e agora. Aqui, deitada numa cama fria e vazia, desenho o tempo que seremos um.

Você

...é só do que preciso
aqui, agora e talvez,
sempre...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Quando teu nome, digo

O que me dói
é não poder dizer
as mesmas mentiras
a você.

O que me dói
não é o lembrar
do teu abraçar
mas de como, o meu era.

O que me dói
foi o meu partir
de um amor, que
enfim amava.

O que me dói
são estas palavras
escritas, contigo
ainda no pensamento.

E, o que me dói
é saber que retornei
...traindo nomes e poesias...
aonde nunca deveria ter chegado.

Paciência

O impossível
me toma nos braços
e tuas palavras
me ninam.

O mês de outubro
retorna como ventania
E me vejo, novamente
riscando o céu.

As pegadas na praia
tinham sido apagadas
Mas não dizem que
as ondas vem e vão?

domingo, 24 de agosto de 2008

Azul céu ou Céu azul

Recrutando novos amores
apelando pra outros sabores
e pairando sobre mim,
teu nome pendurou-se nestas palavras.

E no anonimato do verso
despiu-me de toda e qualquer
nuvem solitária
como se lhe disesse o que estava vazio.

Guiada pelo vento
cruzo as pernas, olho para cima
a lua beija o céu
volto pra casa sabendo meu destino.

Tecendo a vontade,
vejo o quão gostoso é
residir em teus braços
alterando a sicronia de meus pensamentos.


E te espero, te levo... mas você vem comigo?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Out There

Por pouco, iria conseguir abraçar alguém ontem.
Num pequeno, minúsculo instante,
me esvaí de você.
Lembrei que ficaria feliz
caso conseguisse abraçar alguém.
Mas me lembrei, também
que queria contar isso pra você.

Outro dia, ri com algumas brincadeiras
que uma amiga minha costuma fazer
que quase fui feliz de novo.
Passei minutos, horas e dias esquecendo
das tuas brincadeiras que também me fazem sorrir.
Lembrei então,
de como é meu riso contigo.

Ontem,
ele chegou em mim
e falou que estava apaixonado.
Quem diria...
alguém apaixonado por mim!
Até que me animei;
Mas lembrei que me animar ou se apaixonar por alguém me lembra você.

E Você, que poderia ser tudo, é um quase.
Um quase que não me deixa ser inteira em nada, feliz em nada.
Quase que ligava para você e quase agia normalmente.
Eu quase consegui te amar, quase.
É justamente por até agora
eu nunca ter sido inteira pra você
que meu fim de amor também não consegue ser inteiro.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Para mim, de você

Meu silêncio rompe,
lembrando o som do teu riso,
o último esquecimento.
As chances escureceram
e, mesmo de longe
o vejo declinar.

O que me entristece
não são as cartas
queimadas e abandonadas
Mas as palavras
que de [in]suficientes
o fez, assim.

E tudo que um dia
o alegrou, nada restou...
...nem no esquecimento.
Ainda desenho no amanhã
todo o tempo [im]perecível
que é de onde retornará...

[N]ever

Ela cruzou os braços
e as mentiras despencaram,
com o mesmo ar galantiador
daquelas palavras tentadas.

Ele a viu dar as costas
só que
dessa vez
sem olha para trás.

Apressado, pôs a mão no bolso
tentando
reencontrar parte daquela menina
que pensava ainda ser seu.

Encontrou apenas pedaços
da carta que havia queimado
E sentiu o mesmo cheiro das noites sem amor
pela qual esta havia sido escrita.

Não simples, mas fácil...

Se quisesse seria fácil
como entrelaçar os pés
e dar as mãos.


Não simples, mas fácil...

Partes

São tantas faltas
que saudade é pouco
até pra poder tocá-la...
e te ter assim, de longe.

São tantas palavras
que esqueci de dizer...
só pra não te ver
e quem sabe, esquecer.

E é tanto, tanto tempo
perdido nas brechas do sorriso
que de tanto e tanto
parte de mim vai... e não volta.

Semblante, meu

Em dias como este
o pra sempre
não passa...

Mergulho nas incertezas
e, tenho um motivo
para rasurar os pensamentos.

Meus passos ecoam,
como um relâmpago
a atravessar as montanhas.

E aquele velho diário
a todo momento,
é [re]encontrado.