segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sonho final

Estava aqui, tentando não falar. Mas tenho pressa. O relógio não me deixa esperar. Tenho que correr... e não ando. Fico aqui, esperando o criador do todo e tudo que me é insuficiente. Pés juntos e joelhos inclinados: com duas estrelas nas mãos tento alcançar o ponto final. Não gosto ter de precisar de olhos e cabelos para me manter de pé. A brisa do mar leva a noite e assisto debruçada na janela da varanda. Meu descanso é teu sonho, e meu sono é teu despertar. Pega minha mão, põe na tua nuca e não diz que vai voltar enquanto toco teus lábios fazendo do meu desejo, um dever. E quando ficar frio, despimos toda essência do beija-flor. Verás até onde teu destino começa... e ele começará assim que te trazer o que já é teu. Perdão se me submeto ao encanto de escrever assim, em vogais minúsculas, é que a lua cheia não apareceu. E preciso dela... e de você, que só conheço versos rápidos em itálico. Mas tenho pressa. Não mais o relógio, talvez minha história querendo ser escrita pelo teu contorno não me deixa esperar.

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