Meus pés ligeiramente se afrouxam e um suor frio, e refrescante... mas que é adverso á tudo isso exala por cada parte de meu corpo: é sempre assim quando mantenho um-certo-nome entre os dedos. E esse calor resseca a ponta da língua por pensar num futuro só porque você está lá -estará? estaria?-. Te mantenho assim, deitado com minhas pernas junto das suas só pra não te ouvir dizer despedidas em pensamento. Ver o mar e esperar a água tocar os pés como se fosse verdade. Encostar em teu queixo, e meus dedos escolherem o caminho de casa. Iria se surpreender na História, onde algumas mulheres ainda queimam nas fogueiras; carrego na alma a nudez de não ter ousadia. Congelo as horas como quem atravessa o vento. Reponho no não-tempo o suspiro da palavra gozo. Descrevo tudo que foi dito, e não queria. Pontuo teu sorriso com lápis vermelho-manga. Te toco com descaso e me olhas em ar-puro. Mentiras honestas pra andar na linha, e a solidão não volta aqui. Quando acho que não verei mais teu rosto, deixo tudo parecer mais difícil. Parece que aconteceu de novo.
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2 comentários:
parece, só parece...
^doce ilusão...
rpzzzzzzzzz
tu broca mermooooooooooo!!
passei tanto tempo sem vir aqui que me sinto "uma estranha no ninho"
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