Ser é uma carência de querer e de sentir. É navegar por mares, recifes desconhecidos e ter sempre um pé na praia e outro no mar. Não se afogar na própria ilha. Um pulsar no silêncio. É se abalar e não anular. Saber que a bússola em teu peito aponta pra uma única direção... e se dar conta de quê o norte sempre muda de lugar. Um grito de angustia. O brilho final, quase sempre indecente, eficiente. Um romance inacabado, censurado, amedrontado... É esse querer e ser, [nunca] por fim.
Um comentário:
"talvez", esta palavra fez toda a diferença no poema...
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