É tarde...
Sinto os passos vacilarem
e a razão declinar
Esperei demais pra querer.
Nos teus olhos, verdes e espelhados
não me reconhecia
[a]tiravas o mundo aos meus pés.
Com os traços da barba,
fortes e malfeitos
minhas mãos gostariam de conversar.
Mas é tarde...
Mirei no estranho conhecido
joguei o diário janela a fora
E dela, pude te ver dançar.
Uma vez, e agora sempre assim
lamento mais do que tento
não calejar tanto a visão.
Intagível a palma da mão,
és minha verdade
que só se arrancaria se houvesse outra.
E já é tarde, muito tarde...
Enquanto polia pedras
a vida veio para lhe deixar
E agora sigo amando... absurdos.
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