Chovia fino, fazia calor e meus passos se tornavam tortuosos a medida que tuas palavras se fixavam na lembrança. Depois da tarde de um quase-amor, o lápis aclamava pelas linhas que viriam a ser lidas vezes e mais vezes numa daquelas noites onde se poderia escrever sobre coisas tristes.
Nos beijávamos, como se tivéssemos a boca cheia de estrelas. Forçava o trecho onde teu pudor tecia as últimas defesas. Existia uma saliva onde um só sabor de fruta madura nos envolvia, enquanto nos afogávamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego. Se mordia, a dor era doce. Côncavos e convexos. Mãos que apalpam, que querem, que acariciam. Depois que beijava-me no cabelo, dava as costas e ía perder-se nos caminhos que via, somente via.
Silêncio. Gosto das perdas que me tiram tudo. Assim descubro que tenho forças para começar novamente. E agora só o ar me falta. Contenho o riso para retardar as palavras. Escrevo em maiúsculo que o pensamento gira ao redor de um nome. O coração bate mais forte pelo amanhã.
Nos beijávamos, como se tivéssemos a boca cheia de estrelas. Forçava o trecho onde teu pudor tecia as últimas defesas. Existia uma saliva onde um só sabor de fruta madura nos envolvia, enquanto nos afogávamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego. Se mordia, a dor era doce. Côncavos e convexos. Mãos que apalpam, que querem, que acariciam. Depois que beijava-me no cabelo, dava as costas e ía perder-se nos caminhos que via, somente via.
Silêncio. Gosto das perdas que me tiram tudo. Assim descubro que tenho forças para começar novamente. E agora só o ar me falta. Contenho o riso para retardar as palavras. Escrevo em maiúsculo que o pensamento gira ao redor de um nome. O coração bate mais forte pelo amanhã.

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