domingo, 2 de novembro de 2008

Meu diário,

Uma vida pelo teu abraço: nada mais do que justo. É que tua ida não deixou saudade, só o gosto de um recomeço. Não digo mais teu nome por saber que ainda não soletro sem a lembrança de dedos entrelaçados e pernas juntas. Gosto mesmo é do tempo... um bom tempo, aí percebo o quão frágil são todos o sentimentos comparados ao que é teu. Não é a certeza de um quase-amor que me rasga a pele. É o teu, meu amor! Ele que me faz te sentir aqui, nas mais solitárias e felizes noites que passo frente a um livro. Agora, não me queres nem ti quero. Como poderia dois amantes se amarem sem que um ao menos chore baixinho, no canto do quarto, que precisa do outro? Não quero ter, mais uma vez, uma verdade isolada. Só você ou só eu não basta... tem que ser nós, como sempre sonhávamos em ser. Outros abraços, melodias ou poesias são, sempre, incapazes de me fazer trair-te com um novo amor. Não quero. Paixões são sempre bem-vindas por saber[mos] que o único amor que alguém conseguiu arrancar desse meu coração bandido é, foi e sempre estará contigo numa daquelas noites onde olhava as estrelas e fazia promessas de um futuro melhor.
E se alguém vier perguntar, mais uma vez, como escrevo a alguém que nem sabe que isto existe, pergunto de volta: você sabe se ele não faz o mesmo?

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