segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Carta

São nessas malditas e amargas noites sem você
nessas manhãs escurecidas, nesse rastro costurado
que abraço o travesseiro como se pudesse fazer
os dias voltarem... ou passarem.
Você vem, se esquecendo de ir
me fazendo entre linhas e borrões...

ditando verbos que nunca poderão querer
ser encaminhados a ti.
É ai que me sinto tua, e o mundo inteiro
parece estar dentro de mim; és o dono do mundo!

Um comentário:

Jamile Marcellino disse...

"essas malditas manhãs sem você"

Pior é quando se tem
alguém por dentro..
melhor não ter nenhum dos dois.
Enfim.